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03/09/2008

 

Era uma vez, num vilarejo próximo daquela realidade...

 

Uma princesinha acorda de suas vontades contidas entre paredes, de um reinado lindo, porém triste.

Aceita suas derrotas e de cabeça erguida, entende a sutil diferença entre, estender uma mão, e acorrentar uma alma...

Abre mão de tudo, aquilo que foi criado no descontentamento de uma vida sem brilho, e falsa.

Passa a construir as estradas da sua vida, no hoje, porque o costume do futuro estar em cair em meio ao vão.

Pequena princesa, de sentimentos simples, mas tão rica de detalhes

Dando sempre um passo de cada vez, domina e respeita suas emoções em forma de atitudes.

Sabe mesmo que tarde a aurora, seu caminho mudaria e os ventos, uivariam finalmente ao seu favor.

Sabe da condenação de suas lascívias, atitudes de raiva e submissão a levaram a esses pecados latentes nas lacunas de sua carne.

Naquele vilarejo de costumes primórdios, ela se faria única e contemporânea.

Seus olhos, bocas e sorrisos seriam imortalizados e de sua essência se fariam estatuas

Sempre acreditou em todas as sementes, que havia plantado

Hoje colhera pouco a pouco todos os frutos de suas vontades

Deixará de alcançar o que é bom, somente em seus sonhos.

Não deixará que seu humilde coração seja partido em mil pedaços de carinho novamente.

Ensina ao seu carrasco, há enxergar fora dos muros daquele lugar.

Então esse deixa de ser tão cruel, e a liberta no momento esperado.

Enfim, a pequena veste suas asas e voa para tão sonhada liberdade.

Bebe em fonte, de saciações benditas sem razões de ser aquela que não sorria e que não cantava sempre a espera de um novo amanhecer

Banha-se em fontes da vida, que aparecem em oportunidades raras,

Mas a paciência de sua clausura forçada ensinou sempre em acreditar; Nos mistérios de seu coração revelado.

 

Seu reinado que nem de encantado tinha os sapos, Deixa tudo, e renova-se.  

Já não se importa com o passado, se teve algo de bom ficará na memória e o que teve de ruim, deixara como ferida aberta, para se lembrar a não mais voltar.

 

 

 


Escrito por mika às 21h05
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